Aqui vou contar meu dia-a-dia, desabafar sobre as dificuldades de resistir àquele bombom delicioso e trocar receitas interessantes (lights, é claro), além de dividir com vocês um pouco das neuroses de uma pessoa que entra e sai do peso ideal desde os seis anos de idade e emagreceu 22kg nos últimos oito meses.
 
 
Domingo, 04 Novembro 2007
Fuja do álcool
Não se preocupe, não estamos falando de uma campanha de combate ao alcoolismo. É só uma questão de excesso de calorias mesmo.

Não conheço ninguém que numa turma de amigos durante o happy hour seja capaz de parar em um copo de chopp ou um drinque apenas e, pior, que não se arrependa no dia seguinte. Não precisa ser ressaca, mas as mulheres sabem como acordamos inchadas depois de uma noite regada a bebida alcoólica. Meus anéis nem passam mais nos dedos e se você está acostumada a fazer drenagem linfática ainda ouve um sermão daqueles da fisioterapeuta.

Se não bastasse esse favor desestimulante, bebida ainda é um negócio calórico pra caramba, principalmente cerveja e vinho. Eu procurei cortar esse consumo, mesmo quando estou dentro dos barzinhos depois do trabalho. Procuro pedir um suco bem gostoso e muita água, para não ficar de copo vazio. Bebo agora só de vez em quando.

Outra dica boa para continuar frequentando os happy hours sem deixar o regime de lado é dar uma nova olhada no cardápio e substituir as porções fritas, típicas da comida de boteco, por lanches frios, chapas de carnes magras e salgadinhos assados. Eu sempre escolho a carne seca e ofereço a mandioca frita que acompanha o prato para os amigos, porque já descobri que se parar de frequentar os restaurantes que gosto ou não ver mais meus amigos por causa do regime, ele não dura nem dois meses. E você, como supera esses problemas??
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Sexta-feira, 02 Novembro 2007
Cores preferidas
Quem nunca desistiu de comprar uma blusa linda porque a cor dela "engordava"? Eu amo roupas amarelas (aliás adoro tudo que é extravagante e moderno), mas só consigo usá-las quando estou muito magra e ainda assim de muitíssimo bom humor. Faz tanto tempo que nem olho nas araras dessa cor que não lembrava dessa restrição até ler o comentário da Rita e de sua calça branca no post anterior.

Lembrei disso porque branco é outra cor difícil de usar para quem luta com a balança. As calças tendem a marcar o culote, as gordurinhas sobrando e os pontos rebeldes de celulite. As blusas dessa cor fazem você acreditar que acabou de engordar três quilos. E no meu caso ainda como sou muito branquela fico parecendo um fantasminha, apagada e sem brilho.

Por isso acho que nós mulheres somos apaixonadas pelo preto. Fica mais magra de verdade (não é só ilusão), deixa elegante e no meu caso ainda cria um contraste com a pele que é lindo. O duro é aguentar o calor no verão.

Falando em verão esse feriado vou deixar as terras chuvosas de São Paulo e estarei na Bahia. Vou deixar posts programados para todos os dias, mas não responderei aos comentários ou e-mails de vocês. Segunda sem falta prometo que trago as novidades e respondo a todos.

Bom feriado e força de vontade para não exagerar no período de descanso. Até segunda!

Ps: prometo me controlar também para não abusar das delícias da culinária baiana e nem do álcool que engorda e incha ainda por cima, mas isso é assunto para um próximo post.
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Quinta-feira, 01 Novembro 2007
Roupa-meta
Quem nunca comprou uma roupa linda (e cara!) mas que não servia só para servir de estímulo para começar a dieta de verdade na segunda-feira?

Sei que tem muita gente que acaba empurrando essa peça bem para o fundo armário ou colocando na pilha de caridade só para adiar mais uma vez o controle de calorias. Eu nunca fui assim, nada funcionava mais para mim do que comprar uma calça jeans bem diferente e ficar experimentando a sensação de provar ela todos os dias (para mim que odeio balança essa é uma ótima medida) só para ver quando começa a passar no quadril, quando fecha o botão mas não o ziper, quando deitada na cama serve, mas de pé mal da para respirar e até finalmente sair desfilando com ela na rua (claro que com uma blusinha larga para não aparecer os pneuzinhos que ainda sobraram).

Esse simbolismo sempre foi tão forte no meu caso que mesmo depois que passa a moda ou que a peça deixa de servir de novo eu não tenho coragem de colocá-la na pilha de doação. Ainda tenho uma dessas calças que eu apelidei de mulher maravilha. É da Triton cheia de estrelas estampadas pela perna e com uma boca enorme e de um 42 tão pequeno que eu sei que jamais vai me servir de novo. Não, não é pessimismo. Eu tinha 16 anos quando usei essa calça e meu corpo mudou de um jeito que simplesmente não combina mais, mas não tenho coragem de me desfazer desse símbolo de vitória. E você o que está escondido no fundo do seu armário?
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Quarta-feira, 31 Outubro 2007
Conseqüências peso-pesadas
Oba!!!! Hoje peguei os resultados dos meus exames de sangue. Toda aquela bateria tradicional : colesterol, triglicérides, glicose. Ainda não fui ao médico, mas independente do que ele disser, já me sinto extremamente vitoriosa.

O colesterol baixou de 350 para 230, o triglicérides de 480 para 200, a glicose de 99 para 72. E sei que foi tudo conseqüência de muito sacrifício na dieta e principalmente conseqüência da ordem de despejo que eu dei para os 22 quilos que vinham morando em mim há mais de um ano. Na verdade estou conquistando só agora o que era meu objetivo desde o início: minha saúde.
Não costumamos pensar muito nisso, mas as conseqüências da obesidade estão muito além dos conflitos com o espelho - o que, para ser bem sincera , só tive em pouquíssimos momentos. Aliás, mesmo sendo obesa nível dois eu não admitia que isso era verdade. No meu caso o estalo para finalmente tomar vergonha na cara e encarar a realidade foi uma grave crise hipertensiva.

Isso mesmo . Aos 23 anos lá estava eu com uma pressão de 18 por 10 pronta para desmaiar. Tão inchada que parecia mais uma bexiga a ponto de estourar. Não teve outro jeito e eu corri para o médico. Foi quando descobri que só o endócrino não bastava para resolver todos os problemas de saúde que tinham se instalado comigo. Nos períodos mais sérios estive em tratamento com dermatologista, ortopedista, vascular, ginecologista, alergista, cardiologista e clínico geral, além do endocrinologista , claro. Tudo tentando minimizar ou corrigir o que aquele excesso de gordura tinha feito com o meu corpo.

A maioria dos danos eu já reparei, mas dois ainda persistem: uma lesão em um dos nervos da perna, que me fez perder a sensibilidade da lateral da coxa, e vai levar uns dois anos para ficar totalmente curada , e os aumentos de pressão.

Não estou mais hipertensa, mas as alterações existem e , pasmem, principalmente por causa do remédio que me ajudo a atingir todas as outras metas. Ainda não sei bem como vou lidar com esse problema, afinal acabei de terminar o exame mais chato que já fiz na vida: um MAPA, ou seja, 24 horas com um aparelho de pressão incomodando a cada dez minutos , quando eu tinha de ficar totalmente imóvel e muda, o que me rendeu cenas hilárias no trabalho.

Segunda eu tenho retorno com o meu cardiologista e aí eu conto para vocês tudo que ele disse. Se vou poder entrar na academia como tenho sonhado, se vou ter que parar com os remédios, se vou entrar em uma nova dieta de controle de sódio... Se se se...

Vou estar cheia de novidades!

Até lá!
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Segunda-feira, 29 Outubro 2007
Dietas da moda
Hoje um amigo que não me vê há muitos anos me escreveu pedindo a lista dos alimentos permitidos na dieta das proteínas. Foi um esforço me controlar para não começar a passar um sermão nele de que isso não é saudável, que dá certo por pouco tempo, que nada é assim etc etc etc.

A verdade é que só pediu porque eu já fiz a bendita Atkins e não vou negar que emagrece. A primeira semana era fantástica, logo os resultados começavam a aparecer e dava aquele ânimo de continuar, mas dia após só na base de carne, queijo e ovo (até as frutas, legumes e algumas verduras eram proibidas na versão que eu tinha) acabam com o humor de qualquer um.

Na segunda semana eu ficava um ser insuportável, difícil de lidar e tolerar, pronta para morder o primeiro que me olhasse ligeiramente torto. Energia não tinha para nada, levantar para ir até o banheiro já era um esforço cansativo. A melhor frase que ouvi nessa época é que se fosse assaltada não seria nem capaz de sair correndo.

Ainda assim eu persistia, afinal já tinham ido vários quilos embora. E para melhorar, no início da terceira semana eu podia comer melancia, uma das poucas frutas que gosto de verdade. Sentava na frente da TV feliz da vida com a melancia no colo. Mas os dias iam passando e até dela eu enjoava.

Quando dava por mim tinha passado o dia todo em jejum ou com um vidro de palmito comido com sacrifício. Era quando caía a ficha que daí para virar anoréxica não precisava muito. Sabe qual era minha solução? Afundava em doces e comidas suculentas: tudo para convencer meu cérebro de que eu não estava doente. Sinceramente nenhum dos dois extremos era exatamente saudável.

Tudo isso para dizer o seguinte: dietas da moda malucas e rápidas definitivamente não valem a pena. Reeducação alimentar é melhor, mas também não é a oitava maravilha do mundo, afinal é dieta e ponto, quem diz que não é porque nunca fez. A solução é mudar seu jeito de lidar com a comida. É mais uma questão de cabeça do que de garfo. Eu levei 14 anos para descobrir isso. E você já conseguiu?
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Domingo, 28 Outubro 2007
Deslize
Confesso . Não resisti e comi um bombom de chocolate branco, o meu preferido , daqueles bem doces. Arrependida? Não estou , não.

Tive uma noite de insônia, acordei na hora de vir para a redação meio que caindo da cama, ainda zonza e atrasada. Nem preciso dizer que estava de mau humor e sem ânimo pra nada né?

No meu caso essa é uma daquelas situações em que não há nada melhor que um chocolatinho para resolver . E quem mandou descobrir há pouco tempo (sem querer querendo) um bomboniere bem próxima do ponto de ônibus que aceita cartão até para pagar centavos ? Lá se foi minha estratégia de deixar o dinheiro em casa para não cair em tentação de comer na rua.

Tudo bem, hoje passa. Comi e não vou me recriminar por isso. Mas amanhã é hora de voltar pra linha e nada de desculpas. Concorda?
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Sábado, 27 Outubro 2007
Receitinha básica
Sou completamente viciada em sorvetes. Coisa de desejo mesmo. Se deixar , tomo várias vezes por dia, até de madrugada e no café da manhã. É claro que não posso me render sempre a essas vontades, mas aprendi uma receitinha fácil de fazer e que engana bem: um sorbet de limão.

É super simples . É só fazer um suco de limão um pouco mais concentrado que o normal (pode experimentar usar o siciliano que dá um sabor bem diferente) e adoçá-lo com o seu adoçante de preferência. Depois de deixá-lo um tempinho no freezer (quando estiver começando a querer congelar), tira e leva para a batedeira com uma colherzinha de emulsificante (um ingrediente próprio para fazer sorvete que geralmente encontramos naquelas casas de doce por atacado ou com produtos para doceiras profissionais). E pode deixar uns 5 minutos na batedeira, que já dá para perceber que está ficando cremoso. Depois de levar ao freezer de novo e deixá-lo endurecer , está prontinho para comer e fica uma delícia praticamente sem calorias.

Quem não tem dotes culinários pode experimentar a versão da LaFruta que dá para achar nos supermercados e padarias. O problema é que o deles é feito com açúcar, mas ainda assim as calorias são bem baixinhas e dá para comer de vez em quando.
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Sexta-feira, 26 Outubro 2007
Cabeça de gorda
Não tem nada pior para alguém que tenha cabeça de gordo (e isso independente do peso atual) do que andar em um corredor de doces no mercado, principalmente se for sozinho. Sabe, sem aquelas pessoas que costumam ser as âncoras do seu regime. Sempre controlando o que você come ou chamando a atenção para qualquer centímetro a mais na silhueta.

Comer algo é mais que vontade nesses casos, é praticamente uma obrigação. Afinal quando será que vai surgir outra oportunidade de flertar com os pacotes de bolacha, as barras de chocolate, a variedade de balas e chicletes. Claro isso é a perdição para mim que sou fanática por doces, porque se suas drogas são os salgados é melhor se imaginar numa padaria daquelas mais completas.

Passei por isso na véspera do feriado e acreditem se quiser: consegui sair ilesa. E não foi por força de vontade, por uma resistência inabalável de que não podia abusar do açucar. Foi simplesmente porque não tive vontade de nada e nem me senti com a obrigação de aproveitar a falta de vigilância. Juro que não quis nada daquelas plateleiras tentadoras.

Ainda não acredito e nem sei bem como isso aconteceu, espero que se torne permanente. Será? Alguém já passou por isso?
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Sexta-feira, 26 Outubro 2007 - Segunda-feira, 05 Novembro 2007